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18 maio, 2010

beauty

" - Senta-te aqui, e pára de chorar.
- Não consigo.
- Consegues sim. Queres leite com chocolate? "


Começaram sempre assim, as nossas grandes conversas... Muito descaradas, sempre a atirares-me á cara o quão banal o meu choro era. Para mim, uma boneca partida ou um grito da minha mãe era o fim do mundo... Para ti, nada que um copo de leite com chocolate não curasse.

Ensinaste-me os nomes das flores todas do quintal. Fizeste-me queijos moles até eu os enjoar. Vestias-me de cor-de-rosa numa tentativa de me tornares numa criança feminina (coisa que não aconteceu). Levavas-me á missa, sabendo que eu tinha medo da 'senhora que está dentro da caixa de vidro'. Eu ia contigo ás procissões só mesmo porque achava piada ver tantas velas acesas. Ensinaste-me a cozer ponto e cruz e bem que tentaste pôr-me em frente á maquina de costura, mas fracassaste, eu tinha medo dela, continuo a ter. As tuas fatias de ovo foram as melhores que já comi até hoje.

Deste-me tudo o que sabias, tudo o que te haviam ensinado. Para ti, o mundo era bonito, apesar de todo o sofrimento que ele te causou. Foste consumida por uma doença que foi parar ao corpo errado, que acabou por matar grande parte de nós, também. O mundo está cheio de coisas erradas, de pessoas que morrem consumidas por aquilo que te matou também, há guerras em tudo quanto é sitio e pessoas más por aí á solta.. E tu, com a maior das serenidades, dizes-me:

" - O mundo é tão bonito. Não devias chorar."

« Morrer é a curva da estrada. » Fernando Pessoa

17 fevereiro, 2010

máscaras.

Hoje que penso, tornei-me naquilo que nunca quis ser: uma nostálgica qualquer, acostumada a sofrer sempre pelas mesmas merdas, por pessoas diferentes, situações diferentes, mas a merda é sempre a mesma.
Passo a vida a dizer ao Zé para ser ele próprio, que não tem que ser um estereótipo do mundo em que ele vive, mas, no final de contas foi nisso que eu me tornei.
Dou por mim deitada na cama agarrada ao meu mp4, a ouvir as mesmas músicas de sempre. Olho á minha volta. Aquele costumava ser o meu espaço, a minha identidade (tirando a parede pintada de cor-de-rosa, que cada vez odeio mais. A minha mãe obriga-me a fazer coisas que eu não compreendo), já pouco significa para mim. As únicas coisas que não mudam são as fotografias daqueles que eu mais amo, e felizmente, esses permanecem.
Olho para o meu espelho, cheio de recortes de bandas que eu adoro, e nem nele eu me reconheço. Nunca fui simples, nunca me limitei a existir... E ultimamente essa é a única coisa que tenho feito. Como, durmo e choro. AH, e de vez em quando saio e falo com o Zé, que ultimamente também tem sido (á maneira dele) um amigo decente, quando quer. É um bocado complicado confiar em alguém quando se está enterrado, mas como ele está enterrado comigo e não passamos os dois de um par de encalhados, tass bem.
Preciso de uma lavagem ao cérebro, ou então de hibernar um mês ou dois. Quero a Leonor de volta.

« Running in circles, Coming up tails
Heads on a science apart
Nobody said it was easy
It's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be this hard
Oh take me back to the start »

(pic by deviantArt)

26 janeiro, 2010

E quando começas a entender que a vida é difícil, começas também a tentar fazer dela suportável. Tentas amar-te, amar os outros. Descobres que a tua felicidade depende mais de ti do que de qualquer outra pessoa.
Quando tu deres um passo em frente, vai estar lá alguém para te incentivar no passo a seguir.
Viver não passa disso mesmo, da tentativa de seres feliz. Se não conseguir sê-lo, ao menos tentei, vivi.

(pic, deviantArt.)

02 janeiro, 2010

pé esquerdo.

Era meia noite, e eu assistia ao belíssimo espectáculo do Silvestre e do Mário a tomarem banho de champanhe. Agarrei me à Neuza e disse-lhe "Bom Ano Floquinho", abracei-a com força.
Abracei o Dito Cujo, e fiz força para não chorar (sim, ás vezes também sou forte). Com isto tudo, abracei metade do mundo, fui beber o copo de vodka (que mais parecia tinta azul), sentei-me no sofá e recebi uma mensagem da Leonor... Gritei à Tânia para vir ter comigo e ela agarrou-se a mim e fez-me uma serenata da Don't Cry dos Guns n' Roses.
Pé Esquerdo, do mais esquerdo que pode existir. Tenho que agradecer ao Mário, ao Diogo Gaspar, e à Ana Catarina por não me deixarem dormir no chão.
Realmente, a única coisa boa desta passagem de ano foi o facto de estarmos todos juntos outra vez, foi a prova de que há coisas que não vão com os quilómetros. Obrigado, um obrigado do tamanho de 2009. :)

Espero que tenham todos um Bom Ano, cheio daquelas coisas boas que toda a gente já sabe de cor.

mood: shitty :/

22 dezembro, 2009

« All the lonely people ,where do they all come from ?
All the lonely people, where to they all belong ? »

01 dezembro, 2009

maldades .

« Só te pedi, ao longo dos anos que passámos juntos, uma única coisa: que me dissesses sempre a verdade. Podias ir e vir quando e como te apetecia, correr atrás de quem quisesses, roubar-me dinheiro, afastar-me dos meus amigos, fazer cenas no meu trabalho, chamar-me todos os nomes. Não gostava, mas aceitava tudo, desde que não me mentisses. Porque é que uma pessoa que pode fazer todas as maldades que lhe vêm á cabeça, com impunidade e protecção constantes, precisa para além disso, de mentir? Não percebo. Nunca hei-de perceber.
Que coisa verifico eu que mais fizeste enquanto estivemos juntos - muito mais que estragar-me a vida? Mentir-me. Mentir-me sem medo de ser apanhada. Mentir-me acerca das tuas próprias mentiras. E porquê? Porque gostavas de mentir? Não. Mentias só porque eu te tinha pedido para não me mentires. Custava-te, mas lá conseguias. Esforçavas-te para contrariar a tua fraqueza, tal era a vontade de me enganar e desiludir. »

(img by: =ByLaauraa)

« posso ser má, mas sou sincera. »

17 agosto, 2009

maybe

Não sei que tipo de pessoa sou para me dar ao luxo de te fazer ouvir os meus dramas, e provavelmente é por isso que te ligo e sou capaz de ficar horas contigo ao telefone a chorar como se a minha vida fosse acabar neste momento, sem dizer o que quer que seja, só mesmo para chorar a ouvir a tua voz como música de fundo.
Provavelmente não sou boa pessoa, nem completamente normal, mas a verdade é que passei grande parte dos ultimos tempos a dormir acordada, á espera que algo como as saudades (ou a verdade) me acordasse.
Tu sabes porque choro, mas evitas tanto quanto eu, e essa é a razão pela qual talvez nao te meta a ler este texto. Porque a maioria das vezes dás a parecer que o mundo á tua volta te é indiferente, e que eu sou uma mera pessoa que passou por ti e te disse "Olá", uma pessoa totalmente desconhecida que nunca tiveste interesse em conhecer.
Talvez essa pessoa estivesse sempre a olhar por ti, do outro lado da rua quando tu passavas de mochila ás costas, talvez ela tenha chorado muitas vezes no escuro e gritado muitas vezes no silêncio, sem tu saberes nem ouvires. Talvez ela te odeie e tu não saibas, ou talvez te ame e nem ela própria o sabe. Talvez ela seja a unica que te sabe tirar da loucura da solidão quando tu menos esperas, talvez.
Talvez sejas a razão do porque de ela sorrir, do outro lado da rua. Talvez ela seja a unica que te conhece e que sabe os teus passos, a maneira como andas, como cantas a música que te vai na cabeça.
Mas talvez não é nada, nem para ti, nem para ninguém. Porque o talvez é muito só e inseguro.
Talvez ela chore porque a sua vida é feita de talvez, é feita de recordações e de momentos, passados e presentes, sabores e dissabores, amores e ódios, quando tudo o que ela queria era ser feliz e ter certezas.

~ 16 de Agosto de 2009

06 junho, 2009

heróis.

Eu não pedi o fim. Não pedi porque não o quero, a palavra fim é grande demais para mim, para nós.
Nunca te disse, nem irei dizer que é fácil viver, porque não é, e ainda mais difícil é crescer, e tu tens que te preparar para isso, porque hás-de crescer todos os dias até morrer.
Não é fácil deixar, nem sentir medo, ninguém gosta. É impossível controlar a incontrolável vontade de deixar sair o egoísmo e dizer-te para não ires, para não me deixares. Acredita, nada disto é fácil, nem viver, nem sofrer, muito menos crescer… Mas tudo se torna mais suportável quando não estas sozinha. Se tu vives, sobrevives todos os dias, é porque não estas sozinha, mesmo quando o sentes. Não há nada pior nesta vida do que não sentir, mesmo que os sentimentos nem sempre sejam estupendos.
Eu estou aqui, vou continuar aqui, quando tu virares as costas e saíres por aquela porta. Vou estar a sorrir e a chorar, porque a felicidade também chora, o orgulho manifesta-se… E por muita vontade que tenha de te estender a mão, ela continua no mesmo sitio, dentro do bolso, porque não posso, nem quero, tirar-te a fantástica dor de crescer. Para cresceres, tens que voar, sem tirar os pés do chão. Um dia vai ser a minha vez, porque como já te disse, é inevitável crescer, e quando tudo isto acontecer, sei que vais lá estar, do outro lado da porta de braços abertos, a sorrir, porque tu não choras quando estás feliz, tu és forte, és uma fonte de força e eu sou como algo que se alimenta de ti. Por isso é que dói, cada vez que choras, porque os heróis não choram, os heróis são pequenas grandes pessoas que vão, voltam, mas nunca choram, porque sabem que chorar não os fazem ficar nem ir mais depressa. É para que entendas, tu és o herói, a pessoa que não consigo ver chorar.
Eu vou continuar aqui, a viver, a sobreviver, a crescer, até que um dia seja a minha vez de sair, de me dares as mãos.
Este é o teu final feliz, e tu és o herói da tua própria história. Amar é tão pouco.

(img, by : =sugarock99 )

26 maio, 2009

anyone else but you *

" you're a part time lover and a full time friend. "
~juno

18 fevereiro, 2009

What kind of world is this ?



Á uns dias atrás, a professora de Português pediu-me para fazer uma composição para o teste sobre o meio ambiente, e incrivelmente isso alertou-me para como será a minha vida daqui a uns aninhos, ou se os meus filhos poderão ver o mundo de uma forma agradável. Depois de muitas frases riscadas, pensamentos e falta de palavras, cheguei a conclusão, que certamente não irei viver até á altura de ter filhos, e se viver, provavelmente não os irei querer ter.
Custa-me aceitar que provavelmente daqui a 50 anos, por este andamento, acabará o mundo, a raça humana, os campos verdes e os oceanos azuis.
A camada do Ozono e essas cenas todas maléficas, não apareceram por si, mas sim por culpa dos humanos e a mim, envergonha-me ser humana. Preferia ser um bichinho qualquer, talvez uma formiga, que provavelmente morreria esmagada, preferia ser um insecto, e não ter que ver o mundo a acabar á frente dos meus olhos, preferia enfiar-me na sola de um sapato e morrer ai. A destruição, do meu ponto de vista não é uma coisa agradável nem nada que eu goste de ver.
O que mais me custa, é que as pessoas cada vez mais lutam para não passarem de mais uma raça extinta quando o mundo acabar, hoje em dia somos chamados de "os mais inteligentes á face da terra", mas, quando isto tudo morrer (inclusive nós) o que é que cá deixaremos? Curas para doenças e essas cenas todas inúteis que já não fazem sentido depois de mortos? Continuo a ter a minha opinião de que mais inteligentes foram os dinossauros, ou os australopitecos que deixaram pegadas e desenhos nas paredes das cavernas. Eu não queria acabar assim, aliás, não queria acabar. Mas o que sou eu para além de um humano? De um inútil ser humano que nem para preservar a sua espécie tem inteligência? Não queiram acabar com o mundo, só faz de nós piores, se não o fizerem por vocês, façam-no por as formigas.



B.Carter

17 fevereiro, 2009

Lost in the wild.



" Christopher McCandless: I will miss you too, but you are wrong if you think that the joy of life comes principally from the joy of human relationships. God's place is all around us, it is in everything and in anything we can experience. People just need to change the way they look at things. "