
18 maio, 2010
beauty

17 fevereiro, 2010
máscaras.
Preciso de uma lavagem ao cérebro, ou então de hibernar um mês ou dois. Quero a Leonor de volta.26 janeiro, 2010

02 janeiro, 2010
pé esquerdo.
01 dezembro, 2009
maldades .
Que coisa verifico eu que mais fizeste enquanto estivemos juntos - muito mais que estragar-me a vida? Mentir-me. Mentir-me sem medo de ser apanhada. Mentir-me acerca das tuas próprias mentiras. E porquê? Porque gostavas de mentir? Não. Mentias só porque eu te tinha pedido para não me mentires. Custava-te, mas lá conseguias. Esforçavas-te para contrariar a tua fraqueza, tal era a vontade de me enganar e desiludir. »
(img by: =ByLaauraa)
« posso ser má, mas sou sincera. »
17 agosto, 2009
maybe
Provavelmente não sou boa pessoa, nem completamente normal, mas a verdade é que passei grande parte dos ultimos tempos a dormir acordada, á espera que algo como as saudades (ou a verdade) me acordasse.
Tu sabes porque choro, mas evitas tanto quanto eu, e essa é a razão pela qual talvez nao te meta a ler este texto. Porque a maioria das vezes dás a parecer que o mundo á tua volta te é indiferente, e que eu sou uma mera pessoa que passou por ti e te disse "Olá", uma pessoa totalmente desconhecida que nunca tiveste interesse em conhecer.
Talvez essa pessoa estivesse sempre a olhar por ti, do outro lado da rua quando tu passavas de mochila ás costas, talvez ela tenha chorado muitas vezes no escuro e gritado muitas vezes no silêncio, sem tu saberes nem ouvires. Talvez ela te odeie e tu não saibas, ou talvez te ame e nem ela própria o sabe. Talvez ela seja a unica que te sabe tirar da loucura da solidão quando tu menos esperas, talvez.
Talvez sejas a razão do porque de ela sorrir, do outro lado da rua. Talvez ela seja a unica que te conhece e que sabe os teus passos, a maneira como andas, como cantas a música que te vai na cabeça.
Mas talvez não é nada, nem para ti, nem para ninguém. Porque o talvez é muito só e inseguro.
Talvez ela chore porque a sua vida é feita de talvez, é feita de recordações e de momentos, passados e presentes, sabores e dissabores, amores e ódios, quando tudo o que ela queria era ser feliz e ter certezas.
06 junho, 2009
heróis.
Eu não pedi o fim. Não pedi porque não o quero, a palavra fim é grande demais para mim, para nós.
Nunca te disse, nem irei dizer que é fácil viver, porque não é, e ainda mais difícil é crescer, e tu tens que te preparar para isso, porque hás-de crescer todos os dias até morrer.
Não é fácil deixar, nem sentir medo, ninguém gosta. É impossível controlar a incontrolável vontade de deixar sair o egoísmo e dizer-te para não ires, para não me deixares. Acredita, nada disto é fácil, nem viver, nem sofrer, muito menos crescer… Mas tudo se torna mais suportável quando não estas sozinha. Se tu vives, sobrevives todos os dias, é porque não estas sozinha, mesmo quando o sentes. Não há nada pior nesta vida do que não sentir, mesmo que os sentimentos nem sempre sejam estupendos.
Eu estou aqui, vou continuar aqui, quando tu virares as costas e saíres por aquela porta. Vou estar a sorrir e a chorar, porque a felicidade também chora, o orgulho manifesta-se… E por muita vontade que tenha de te estender a mão, ela continua no mesmo sitio, dentro do bolso, porque não posso, nem quero, tirar-te a fantástica dor de crescer. Para cresceres, tens que voar, sem tirar os pés do chão. Um dia vai ser a minha vez, porque como já te disse, é inevitável crescer, e quando tudo isto acontecer, sei que vais lá estar, do outro lado da porta de braços abertos, a sorrir, porque tu não choras quando estás feliz, tu és forte, és uma fonte de força e eu sou como algo que se alimenta de ti. Por isso é que dói, cada vez que choras, porque os heróis não choram, os heróis são pequenas grandes pessoas que vão, voltam, mas nunca choram, porque sabem que chorar não os fazem ficar nem ir mais depressa. É para que entendas, tu és o herói, a pessoa que não consigo ver chorar.
Eu vou continuar aqui, a viver, a sobreviver, a crescer, até que um dia seja a minha vez de sair, de me dares as mãos.
Este é o teu final feliz, e tu és o herói da tua própria história. Amar é tão pouco.
(img, by : =sugarock99 )
26 maio, 2009
18 fevereiro, 2009
What kind of world is this ?
Á uns dias atrás, a professora de Português pediu-me para fazer uma composição para o teste sobre o meio ambiente, e incrivelmente isso alertou-me para como será a minha vida daqui a uns aninhos, ou se os meus filhos poderão ver o mundo de uma forma agradável. Depois de muitas frases riscadas, pensamentos e falta de palavras, cheguei a conclusão, que certamente não irei viver até á altura de ter filhos, e se viver, provavelmente não os irei querer ter.
Custa-me aceitar que provavelmente daqui a 50 anos, por este andamento, acabará o mundo, a raça humana, os campos verdes e os oceanos azuis.
A camada do Ozono e essas cenas todas maléficas, não apareceram por si, mas sim por culpa dos humanos e a mim, envergonha-me ser humana. Preferia ser um bichinho qualquer, talvez uma formiga, que provavelmente morreria esmagada, preferia ser um insecto, e não ter que ver o mundo a acabar á frente dos meus olhos, preferia enfiar-me na sola de um sapato e morrer ai. A destruição, do meu ponto de vista não é uma coisa agradável nem nada que eu goste de ver.
O que mais me custa, é que as pessoas cada vez mais lutam para não passarem de mais uma raça extinta quando o mundo acabar, hoje em dia somos chamados de "os mais inteligentes á face da terra", mas, quando isto tudo morrer (inclusive nós) o que é que cá deixaremos? Curas para doenças e essas cenas todas inúteis que já não fazem sentido depois de mortos? Continuo a ter a minha opinião de que mais inteligentes foram os dinossauros, ou os australopitecos que deixaram pegadas e desenhos nas paredes das cavernas. Eu não queria acabar assim, aliás, não queria acabar. Mas o que sou eu para além de um humano? De um inútil ser humano que nem para preservar a sua espécie tem inteligência? Não queiram acabar com o mundo, só faz de nós piores, se não o fizerem por vocês, façam-no por as formigas.


