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08 julho, 2010

i guess i'm turning into a human being

Hoje o dia não está a correr nada bem.
1. Tive 5 no exame de Geografia, mas isso é o menos.
2. O Optimus Alive começou. Nice! Foguetes! Memo fixe! Mas eu não vou. (É uma espécie de morte lenta e dolorosa durante 3 dias.)
3. Estou preocupada com a Claire, a do Lost, nunca mais aparece e está grávida.
4. (E mais profundo) Deu-me uma saudade repentina, de tudo e de todos, e isso assusta-me tanto! As minhas férias tendem a resumir-se a séries, filmes, e uma vez por outra, piscina e praia.. Mas desta vez, eu tenho saudades! What the fuck? Devo-me ter tornado numa daquelas pessoas que se pega ás outras, e que começa a gostar a sério e a precisar dos amigos e esses clichês todos. Que lindo. BUUUUUH tirem-me deste filme.

Já dizia o Eric (True Blood): « Humans.. honestly Bill, I don't know what you see in them. »
I wish I could be like you.

17 agosto, 2009

maybe

Não sei que tipo de pessoa sou para me dar ao luxo de te fazer ouvir os meus dramas, e provavelmente é por isso que te ligo e sou capaz de ficar horas contigo ao telefone a chorar como se a minha vida fosse acabar neste momento, sem dizer o que quer que seja, só mesmo para chorar a ouvir a tua voz como música de fundo.
Provavelmente não sou boa pessoa, nem completamente normal, mas a verdade é que passei grande parte dos ultimos tempos a dormir acordada, á espera que algo como as saudades (ou a verdade) me acordasse.
Tu sabes porque choro, mas evitas tanto quanto eu, e essa é a razão pela qual talvez nao te meta a ler este texto. Porque a maioria das vezes dás a parecer que o mundo á tua volta te é indiferente, e que eu sou uma mera pessoa que passou por ti e te disse "Olá", uma pessoa totalmente desconhecida que nunca tiveste interesse em conhecer.
Talvez essa pessoa estivesse sempre a olhar por ti, do outro lado da rua quando tu passavas de mochila ás costas, talvez ela tenha chorado muitas vezes no escuro e gritado muitas vezes no silêncio, sem tu saberes nem ouvires. Talvez ela te odeie e tu não saibas, ou talvez te ame e nem ela própria o sabe. Talvez ela seja a unica que te sabe tirar da loucura da solidão quando tu menos esperas, talvez.
Talvez sejas a razão do porque de ela sorrir, do outro lado da rua. Talvez ela seja a unica que te conhece e que sabe os teus passos, a maneira como andas, como cantas a música que te vai na cabeça.
Mas talvez não é nada, nem para ti, nem para ninguém. Porque o talvez é muito só e inseguro.
Talvez ela chore porque a sua vida é feita de talvez, é feita de recordações e de momentos, passados e presentes, sabores e dissabores, amores e ódios, quando tudo o que ela queria era ser feliz e ter certezas.

~ 16 de Agosto de 2009