Mostrar mensagens com a etiqueta solidão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta solidão. Mostrar todas as mensagens

30 março, 2010

i woke up in a strange place.

Onde raio meteste a minha vida ? Como pudeste leva-la assim ? Como tiveste a coragem de me deixar vazia, com o coração nas mãos... Liberto, sujeito a qualquer tipo de roubo, sem sequer te preocupares?
Costumavas dar atenção a isso, olhar-me pelo canto do olho, como quem não quer ser visto, como quem quer dar a entender que não quer saber. Mas tu querias, por muito que te custasse, lembravas-te do passado que vivemos juntos. Tu sabes, toda a gente sabe, que esses foram os melhores tempos das nossas vidas. Como te poderias esquecer disso tudo com tão pouca facilidade? Não conseguias, nunca irias conseguir enquanto não despedaçasses o pouco que restava de mim. As memórias que partilhei comigo eram o que designavam o meu ser. Eras a única parte de mim que eu realmente gostava
Se cortasses com isso, saberias que eu já não iria ter forças para lutar, e assim tu poderias ganhar a força para continuar, sem mim, nem nada que te lembre da felicidade momentânea que partilhaste comigo. Deixaste pedaços de ti espalhados por aí, sem sequer virares as costas, sem um pingo de arrependimento. Como consegues viver assim ? A saber que no outro canto do teu ser, ainda há quem chore por ti ?
(pic by: =iNeedChemicalX, deviantArt)

« Não me dói ver-te ali, dói-me saber que preciso que doa. Corroí-me. »

08 janeiro, 2010

Sei que estou onde tu estiveres, não sei ao certo onde estás, mas sei que estou aí. lá no fundo, no lugar mais escondido de ti.

Pelos gestos que em tempos trocamos, pelo sentimento que que ficou por aqui, partido aos bocados, estilhaçado por ti. Pelos beijos e os abraços que me deste nos dias frios que pareciam não acabar... Pelo tempo, que me traíu, e resolvia acabar cada vez que estavas ao meu lado. Pelo teu casaco Castanho, cujo cheiro ainda perdura no meu corpo, pelo tempo que não volta e por tudo o que já se foi. Vou ser sempre, uma grande parte de ti, aquela que tu encontras quando te sentes perdido.
É por isto que continuo aqui, porque sei, que cada vez que passares por aquela rua, pela casa com a grande porta verde, vais olhar e dizer: " é como se fosse ontem e tu ainda tivesses aqui. "
E se te sentares, vais ver, vou estar mesmo ao teu lado, a chamar por ti.