Mostrar mensagens com a etiqueta livros. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta livros. Mostrar todas as mensagens

14 abril, 2010

eça.

« (…) era considerado em Celorico, mas também na Academia, que ele espantava pela audácia e pelos ditos, como o maior ateu, o maior demagogo, que jamais aparecera nas sociedades humanas. Isto lisonjeava-o: por sistema exagerou o seu ódio à Divindidade e a toda a Ordem Social: queria o massacre das classes médias, o amor livre das ficções do matrimônio, a repartição das terras, o culto de Satanás. O esforço da inteligência neste sentido terminou por lhe influenciar as maneiras e a fisionomia; e, com a sua figura esgrouviada e seca, os pêlos do bigode arrebitados sob o nariz adunco, um quadrado de vidro entalado no olho direito - tinha realmente alguma coisa de rebelde e de satânico. » Caracterização de João da Ega, in Maias, Eça de Queiróz

06 abril, 2010

« faço parte da essencial maioria, sou mais uma folha da grande árvore humana. »
in, O Carteiro de Pablo Neruda, António Skármeta
eu li e gostei !

01 dezembro, 2009

maldades .

« Só te pedi, ao longo dos anos que passámos juntos, uma única coisa: que me dissesses sempre a verdade. Podias ir e vir quando e como te apetecia, correr atrás de quem quisesses, roubar-me dinheiro, afastar-me dos meus amigos, fazer cenas no meu trabalho, chamar-me todos os nomes. Não gostava, mas aceitava tudo, desde que não me mentisses. Porque é que uma pessoa que pode fazer todas as maldades que lhe vêm á cabeça, com impunidade e protecção constantes, precisa para além disso, de mentir? Não percebo. Nunca hei-de perceber.
Que coisa verifico eu que mais fizeste enquanto estivemos juntos - muito mais que estragar-me a vida? Mentir-me. Mentir-me sem medo de ser apanhada. Mentir-me acerca das tuas próprias mentiras. E porquê? Porque gostavas de mentir? Não. Mentias só porque eu te tinha pedido para não me mentires. Custava-te, mas lá conseguias. Esforçavas-te para contrariar a tua fraqueza, tal era a vontade de me enganar e desiludir. »

(img by: =ByLaauraa)

« posso ser má, mas sou sincera. »

09 novembro, 2009

« He still had enough perfume left to enslave the whole world if he so chose. He could walk to Versailles and have the king kiss his feet. He could write the pope a perfumed letter and reveal himself as the new Messiah. He could do all this, and more, if he wanted to. He possessed a power stronger than the power of money, or terror, or death - the invincible power to command the love of man kind. There was only one thing the perfume could not do. It could not turn him into a person who could love and be loved like everyone else. So, to hell with it he thought. To hell with the world. With the perfume. With himself. »
Perfume - the story of a murderer .

15 agosto, 2009

« Quanto mais vou sabendo de ti, mais gostaria que ainda estivesses viva. Só dois ou três minutos: o suficiente para te matar. Merecias uma morte mais violenta. Se eu soubesse, não te tinha deixado suicidar com aquelas mariquices todas. Aposto que não sentiste quase nada. Não está certo. Eu não morri e sofri mais do que tu (...) .»
o amor é fodido - Miguel Esteves Cardoso