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04 julho, 2010

« sooner or later in life, the things you love, you loose. »

Quando tiveres sozinho e pensares para ti, lembra-te que um dia foste mais que isso. Quando olhares para o céu e te sentires sozinho, lembra-te das vezes que estivemos juntos a olhar para ele.. Lembra-te que cada canto do céu tem uma história nossa para contar.. Lembra-te que por detrás dessa máscara, já esteve outra pessoa, a quem tu deixaste conhecer tudo o que vive por detrás dela.. Uma pessoa que apesar de tudo o que tu mostraste, nunca te julgou nem te deixou para trás. Nunca te esqueças. Porque eu também não me vou esquecer do que é olhar para dentro de mim e sentir um enorme vazio no sitio que costumava estar cheio de ti.

08 março, 2010

lost letters.

« mas por muita força que faça, ela passa por saber que te vivi. »
Escrevi-te todos os dias durante um ano. Cartas sempre com o mesmo sofrimento lá estampadas. Cartas enormes, demasiado pessoais. A nossa história fazia parte delas, todos os dias. O nosso amor era uma doce assombração que eu fazia questão de continuar cultivar.
As cartas já não cabem no meu quarto, agora são elas que me assombram cada vez que lá entro. Aquele é o meu canto, cheio de vestígios teus, e do passado que eu tento deixar onde está.
Hoje é o primeiro dia da minha vida em que estou a fazer um esforço para te odiar. Hoje tento ter coragem para rasgar os pequenos pedaços de ti que eu insistia em guardar.
Escrevia de tudo, para não me esquecer de nada. Lia e relia a mesma carta vezes sem conta, e quando dava por mim, no dia seguinte já sentia coisas diferentes. O meu amor por ti sofria constantes metamorfoses, e isso impedia-me de te esquecer. A minha teimosia por te amar, impedia-te de sair da minha vida. O meu amor por ti era imenso. Era a explicação para a maioria das atitudes que eu tomava, talvez fosse por isso que eu não sabia viver sem ele. Era parte de mim, daquilo que eu sou, e á medida que o tempo passava, esse amor foi-se tornando numa característica minha.
Hoje estou a odiar-te por me assombrares todos os dias. Nunca devias ter aparecido na minha vida, nunca devias ter deixado que eu te amasse assim, como se tivesse esgotado todas as minhas forças e todo o amor que eu tinha para dar com uma só pessoa: tu. Só tu. O meu mundo girava à tua volta. Tive que me convencer que tu não és o meu sol. E eu, que gostava tanto do conforto e do calor que tu me trazias.
Hoje, consegui ver o meu mundo longe de tudo o que era teu, e a única coisa que consigo sentir é um enorme vazio no meu peito. Eu odeio-te por isso. Pela primeira vez na minha vida, não me sinto confortável com a tua presença na minha vida.
Tão presente, tão ausente.

22 fevereiro, 2010

pior do que fazeres sentir-me triste, desiludida ou chateada, é fazeres sentir-me sozinha. sem ter nada nem ninguém a quem me segurar. como se tivesse o mundo inteiro à minha volta, mas mesmo assim me sentir vazia. é assim que tu me fazes sentir: um pedaço de nada, que abandonaste por aí, como se não tivesse qualquer tipo de valor, e eu sei que tenho, eu sei que sou mais que isso, mais do que o que fazes por mim.

24 janeiro, 2010


Todas as pessoas têm as suas batalhas interiores. Eu luto contra ti, contra ti e contra a tua presença constante na minha vida, contra o teu olhar, contra os restos de ti, de amor, perdidos dentro de mim. Tiveste a coragem de te ir embora e de me deixares sozinha com a mágoa, e o pensamento sobre o que poderíamos ser se tivesses ficado. Preencheste tanto espaço dentro de mim, que se te esquecer, acabo por ficar vazia. Todas as minhas lutas são em vão. A verdade é essa. Eu posso ter seguido em frente, mas ás vezes ainda olho para trás.

(pic by: *scarabuss, deviantArt.)

« every man has his secret sorrows. »

08 janeiro, 2010

Sei que estou onde tu estiveres, não sei ao certo onde estás, mas sei que estou aí. lá no fundo, no lugar mais escondido de ti.

Pelos gestos que em tempos trocamos, pelo sentimento que que ficou por aqui, partido aos bocados, estilhaçado por ti. Pelos beijos e os abraços que me deste nos dias frios que pareciam não acabar... Pelo tempo, que me traíu, e resolvia acabar cada vez que estavas ao meu lado. Pelo teu casaco Castanho, cujo cheiro ainda perdura no meu corpo, pelo tempo que não volta e por tudo o que já se foi. Vou ser sempre, uma grande parte de ti, aquela que tu encontras quando te sentes perdido.
É por isto que continuo aqui, porque sei, que cada vez que passares por aquela rua, pela casa com a grande porta verde, vais olhar e dizer: " é como se fosse ontem e tu ainda tivesses aqui. "
E se te sentares, vais ver, vou estar mesmo ao teu lado, a chamar por ti.

23 setembro, 2009

your silence .

Só te pedi uma luz, uma luz qualquer, uma palavra, um gesto, um ponto final, o que fosse, para me poder guiar. Não te pedi muito, nem nada que fosse difícil de dar. Em vez disso, quiseste deixar-me no vazio, perdida, a chorar por todos os cantos que se metiam no caminho, deixaste-me a chorar agarrada ao teu invisível, e foi nesse que me apoiei mais. Não quiseste saber das lágrimas, nem das vezes em que te sorri para as esconder, não pensaste que cada silencio teu me matava, nem te parecias importar. Crias-te esse teu pequeno mundo, porque precisavas, dizes tu. Construíste nele muralhas e não quiseste saber se elas eram mais fortes que as tuas armas. E no entanto, continuas a existir por aí, a deixar memórias nossas em todo o lado para me poderes matar mais um bocado, todos os dias da minha vida. Deixas o teu cheiro, o teu rasto por toda a parte, oiço gargalhadas tuas no meio de todas as multidões, como se fosses só tu que tivesses a gritar... Nunca irei conseguir perceber de onde vem toda a tua força, toda a vontade de viveres contigo, para ti. Agora entendo, talvez tarde de mais, que o teu silencio foi a luz mais nítida que me conseguiste dar.
(img by: m0thyyku)