Mostrar mensagens com a etiqueta amor. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta amor. Mostrar todas as mensagens

21 junho, 2010

Day 17 - a song that you want to play at your wedding
dave matthews band & carlos santana - love of my life

« where you are, that's where I wanna be. »

18 maio, 2010

beauty

" - Senta-te aqui, e pára de chorar.
- Não consigo.
- Consegues sim. Queres leite com chocolate? "


Começaram sempre assim, as nossas grandes conversas... Muito descaradas, sempre a atirares-me á cara o quão banal o meu choro era. Para mim, uma boneca partida ou um grito da minha mãe era o fim do mundo... Para ti, nada que um copo de leite com chocolate não curasse.

Ensinaste-me os nomes das flores todas do quintal. Fizeste-me queijos moles até eu os enjoar. Vestias-me de cor-de-rosa numa tentativa de me tornares numa criança feminina (coisa que não aconteceu). Levavas-me á missa, sabendo que eu tinha medo da 'senhora que está dentro da caixa de vidro'. Eu ia contigo ás procissões só mesmo porque achava piada ver tantas velas acesas. Ensinaste-me a cozer ponto e cruz e bem que tentaste pôr-me em frente á maquina de costura, mas fracassaste, eu tinha medo dela, continuo a ter. As tuas fatias de ovo foram as melhores que já comi até hoje.

Deste-me tudo o que sabias, tudo o que te haviam ensinado. Para ti, o mundo era bonito, apesar de todo o sofrimento que ele te causou. Foste consumida por uma doença que foi parar ao corpo errado, que acabou por matar grande parte de nós, também. O mundo está cheio de coisas erradas, de pessoas que morrem consumidas por aquilo que te matou também, há guerras em tudo quanto é sitio e pessoas más por aí á solta.. E tu, com a maior das serenidades, dizes-me:

" - O mundo é tão bonito. Não devias chorar."

« Morrer é a curva da estrada. » Fernando Pessoa

13 abril, 2010

the best of what's around.

Vive e ama de forma discreta, como quem vem devagarinho, para entrar na minha vida, como se não fizesse parte dela.
Não pede, nem agradece, vive na sua felicidade e forma muito pessoal. Manda mais do que devia, poucos são os dias alegres, poucos são os minutos em que não grita nem resmunga.
Tem uns dedos feios, que eu herdei, poucas são as coisas que tenho dela.
Não conheço a sua história, sempre me pareceu atinadinha demais.
Diz-me constantemente que não sabe porque é que eu sou assim. Nunca foi capaz de ver os seus defeitos, os mesmos que eu tenho. Vai a caminho dos seus 44, e nunca a ouvi dizer 'obrigado'.
É completamente hipocondríaca, o que é deveras irritante.
Vê mal, não compra uns óculos, e a culpa deve ser minha, para não variar. Detesta compras, detesta o meu feitio.
Orgulha-se de mim secretamente. Ama-me, discretamente.
Zanga-se constantemente com o mundo, e acorda sempre rabugenta.
Nunca sou suficientemente boa, e isso dá-me motivação.
Ensinou-me a amar cada defeito, cada qualidade. Vejo-me nela, como se fosse um espelho da minha alma, daquilo que sou. Vive cada dia para me poder ver feliz, a mim e aos seus amores, que não são muitos.

Eu hei-de viver também só para ti, um dia. Cuidar de ti, como tu cuidas de mim. Amo-te, todos os dias. Não há nada nem ninguém como tu. Com todos os teus defeitos és uma utopia, a minha utopia. Nunca mudes.

Parabéns Mãe!
« 'cause I don't shine, if you don't shine. »

01 março, 2010

obrigado !

(pic by: ~shanonaut, deviantart.com)

Vais descobrir.. Mil harmonias belas que ao céu hão-de chegar.
Fica mais rica a alma de quem dá..
Chega mais Alto o hino de quem vive a partilhar!

Tu tens que dar um pouco mais do que tens,
tens que deixar um pouco mais do que há,
se vais ficar muito orgulhoso vê bem,
tens de te lembrar..
És um grãozinho de uma praia maior,
e deves dar tudo o que tens de melhor..
P'ra avaliar a tua alma há leis
tu tens que dar um pouco mais do que tens!

Olhou p'ro Céu.. Sentiu que a Sorte estava ali..
E com valor.. Foi conseguindo tornar bom o que até era mau.
E grão a grão construiu o seu poder..
E pouco a pouco subiu a escadaria do amor.

O tempo vai.. E de um rapaz um homem vem..
Sem medo, vê, o teu destino vai em frente p'ra servir o bem.
É tão profunda a mensagem que chegou..
São tão profundas e largas as pontes que ele deixou.. »


21 fevereiro, 2010

empty

Parece que foi ontem que estiveste aqui, sentado ao meu lado, com o ombro disponível, com o coração aberto, cheio de sentimentos que nem tu sabias explicar. Tu, que atribuis sempre uma explicação a tudo o que te acontece.

04 fevereiro, 2010

rodrigo

És o exemplo que eu por vezes gostava de seguir. Amas tudo á tua volta, choras e no momento a seguir já estás a rir e a fazer maldades outra vez, ninguém te julga. Tens um pequeno casulo de interesses que ainda ninguém conseguiu compreender, e mesmo assim, és feliz, entre todos os teus porquês, entre todos os que te amam, és incondicionalmente feliz.

21 janeiro, 2010

eu e a minha bipolaridade

não sei que mania é a tua de entrares em casa a dançar, podre de felicidade, como se o dia te tivesse corrido ás mil maravilhas, enquanto me deixas assistir a esse espectáculo todo sem dó nem piedade, quando a única coisa que eu sei fazer os dias inteiros é pensar em ti e na desgraça que somos nós.

(...)


(gostava que entrasses em casa de vez em quando, a dançar, a correr, como preferires, desde que entrasses e te enroscasses ao meu lado durante cinco minutos. Depois se te quiseres ir embora, estás á vontade, desde que voltes.)

tudo em ti me irrita, até o facto de gostar de ti.

photo by: ~popsongs, deviantArt

19 janeiro, 2010

antónio.


Odeio o teu quarto, odeio o sótão, odeio o quarto da mãe e da tia Glória, odeio a tua cadeira de baloiçar, basicamente, odeio a tua casa toda. Odeio o mundo por te ter tirado de mim, sem me dar a oportunidade de te dizer que te amo, aliás, que te odeio, por teres fugido dos meus braços, deixando-me sozinha com as pilhas de livros e as resmas de poemas que escrevias sobre o mundo, esse mundo que tu tanto gostavas e que te tirou a vida sem tu mereceres. Tu não merecias.
Eu idolatrava-te, a ti, e à tua sabedoria. Ouvia as tuas histórias sentada ao teu colo como se elas fizessem parte de um livro de encantar que não existia, um livro de encantar por o qual tu passaste.
A única coisa que me resta de ti, é a tua campa que me recuso a ver e a adorar, não consigo acreditar que o mundo te prendeu debaixo dos meus pés, sem te deixar viver. Não aceito estas maldades.
A vida para ti nunca foi uma obrigação, mas bem sei que estavas farto, notava-se pelas tuas mãos velhas e cansadas, que por tanto já passaram. Aquelas mãos que pentearam o meu cabelo loiro e frágil, aquelas em que me deixei dormir tantas vezes.
Não posso, não consigo e recuso-me a acreditar que desististe de mim, e de todas as pessoas que te amam, por isso, a culpa não é tua, é do mundo. Deste mundo que eu tanto odeio, que tu adoravas, que te tirou de perto de mim. Deixas-te tudo o que é teu em terra, juntamente com o amor que sinto por ti. Sim, amo-te, e nunca te disse. Nunca te soube agradecer nem, escrever para ti. Sou fraca, temos as mesmas fraquezas. Tu escrevias sobre o mundo, sobre mim, sobre a Matilde, sobre a mãe e sobre a tia, sobre a avó e sobre o Raúl... Mas nunca te vi escrever sobre ódio, sobre sofrimento. Eu nunca fui capaz de escrever sobre a saudade, pois a saudade não é uma palavra solta, é um sentimento que se prende a ti, que levaste para o caixão contigo e que eu não consigo desenterrar.
Espero ansiosamente pelo dia em que te vou abraçar outra vez, o mundo deve-me isso, um abraço teu, cinco minutos de vida. Ainda temos muito para aprender um com o outro. Gostava que me visses agora, sei que te irias orgulhar da neta que criaste, da pessoa em que me tornei quando me deixaste com o sofrimento de te ter perdido.
Talvez tudo isto seja egoísmo da minha parte, sei que sim, posso estar a falar do que não sei, nunca falaste comigo sobre a morte. Talvez estejas mais feliz assim.

(Agora estás vivo, sobre as minhas mãos, vivo num pedaço de papel, vivo em mim, e eu sei que onde quer que o sonho me leve, eu hei-de lembrar-me de ti.)


08 janeiro, 2010

Sei que estou onde tu estiveres, não sei ao certo onde estás, mas sei que estou aí. lá no fundo, no lugar mais escondido de ti.

Pelos gestos que em tempos trocamos, pelo sentimento que que ficou por aqui, partido aos bocados, estilhaçado por ti. Pelos beijos e os abraços que me deste nos dias frios que pareciam não acabar... Pelo tempo, que me traíu, e resolvia acabar cada vez que estavas ao meu lado. Pelo teu casaco Castanho, cujo cheiro ainda perdura no meu corpo, pelo tempo que não volta e por tudo o que já se foi. Vou ser sempre, uma grande parte de ti, aquela que tu encontras quando te sentes perdido.
É por isto que continuo aqui, porque sei, que cada vez que passares por aquela rua, pela casa com a grande porta verde, vais olhar e dizer: " é como se fosse ontem e tu ainda tivesses aqui. "
E se te sentares, vais ver, vou estar mesmo ao teu lado, a chamar por ti.

14 novembro, 2009

Não conheço uma pessoa melhor que tu para me dizer quem eu fui, o que sou e o que serei. Não conheço ninguém com quem posso afirmar que aprendi algo tão essencial, e complexo, de uma maneira tão fácil como tu me soubeste ensinar: o que é o amor e porque precisamos dele nas nossas vidas. Ninguém me tinha dito, ninguém se deu ao trabalho de perder a preciosidade que é o tempo, para me ensinar que o amor sempre existiu, que vem de nós, e que em qualquer altura da nossa vida, somos como quase que obrigados a deixa-lo sair para dar um pouco do que temos de bom ao outros.
É muito fácil agradecer, mas é muito difícil amar quando nunca soubemos ao certo o que fazer para agradar, para ser feliz.
Não sei por onde começar, nem sei se quero começar... Mas tu mereces ouvir tantos "obrigados" que nunca te soube dizer, ou por falta de coragem ou então porque nunca tive a quem agradecer o que só tu me deste... E por muitas vezes que te agradeça, nunca vai parecer suficiente, para o tanto, para o tudo.
Devo-te grande parte do que sou, talvez seja por isso que me doí criar tantos sonhos, tantas esperanças á volta do que já se foi... Todos os pensamentos, todas as noites sem dormir a pensar no que poderíamos ser, tornam-se ridículas porque ás vezes uma pessoa de carne e osso é bastante necessária, nem que seja só para encostar a cabeça.
Tenho que te pedir desculpa, por mereceres mais do que eu sou e do que te dou, por todo o sofrimento, por todas as lágrimas que possivelmente derramaste, e por não ter sido eu, a pessoa de carne e osso a quem te podias encostar, quando todo o mundo parecia estar contra ti e na verdade a única que estava era eu, mas contra mim. Desculpa-me por ter sido inútil, e por me ter transformado num ser insignificante e frio que nunca fui. Fizeste-me beber do veneno que eu te dei, do meu, o que te torna numa pessoa justa, coisa pela qual nunca te julguei. Nós, seres humanos, somos ridículos, e eu como tal, sou ridícula, por não encontrar palavras nem para te agradecer, nem para me desculpar. Mas obrigado, e desculpa.
Não vou dizer que te amo, isso não chega. Mas sinto-te, e enquanto permaneceres em mim, enquanto me lembrar de ti e de nós, isso chega-me para saber quem sou. Enganei-me quando pensei que era forte, a única força que existia era a tua, e sem ela, digo-te com todas as letras que não sou nada. E é por isso que desisto, por ser fraca, por não te força, nem caminhos para seguir. Fiquei parada onde tu me deixaste, e estou á espera que voltes atrás para me vires buscar. Quando vieres, vou seguir ao teu lado sem te questionar, porque sei para onde for, tu vais estar ao meu lado, para me poderes atirar á cara que mereço tudo o que (não) dás. E não me vou importar, porque sei que mereço (não) ouvir.

11 outubro, 2009

be mine.

Gostava de saber para onde fugiram todos os sentimentos, todas as memórias que em tempos guardavas e pelas quais sofrias, todas a lembranças que te deixei, que te dei. Gostava de saber se ainda te faço corar, se o teu coração ainda bate por mim quando chego perto de ti, se te custa ver-me a chorar.
Sei que algures em ti, ainda encontras peças minhas. Gostava de saber se as guardas, ou se as ignoras e as deixas de lado.
Queria saber se te lembras de todas as datas, de todos os beijos e de todas as lágrimas que me secaste, se te lembras da maneira como me fazias sorrir e de como afastavas tudo o que era solidão e tristeza de mim... Queria que me tivesses ensinado como o fazer, para conseguir sobreviver sem ti.
Gostava que a simplicidade que pairava em nós, voltasse só por uns instantes e tornar tudo isto mais fácil, mais nítido, mais rápido. Queria voltar a sentir que há em ti uma pinga de confiança e compaixão para puderes ver como tudo é mais fácil se o quiseres. Gostava de te puder fazer ver, que te amo com tudo o que tenho, de verdade, como nunca, por ninguém.
Mas tudo isto é inútil.
Foi há um ano atrás, que tu me deste a mão e me disseste que contigo podia ser feliz. E eu fui. Não te questionei, não quis saber o que foste, porque sabia que contigo podia ser eu, sem vergonha nem preconceitos e vice-versa.
Acredita em mim, quando te digo que o que temos é forte demais para se abandonar e deixar que alguém o viva por nós.

egoísta uma vez na vida e não dês a ninguém a melhor coisa que em dias tiveste e que sempre quizeste ter.

" Hold you in my arms I just wanted to hold you in my arms (...)
But I'll never let you go If you promise not to fade away, never fade away. "

09 outubro, 2009

" Do you know what it's to feel the light of love inside you?
And all the darkness falls away.
If you feel the way I feel then believe we have the answer..
I've been searching for tonight.
Love me baby, love me baby, shake me like a monkey baby,
forever I'm yours. "

20 fevereiro, 2009